Na abertura da Cúpula de Líderes da COP30, em Belém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva trouxe uma perspectiva inspiradora ao citar a crença dos povos Yanomami, que veem os humanos como responsáveis por sustentar o céu para evitar o fim do mundo. Com um tom de otimismo e urgência, Lula defendeu que é hora de “empurrar o céu para cima”, simbolizando a necessidade coletiva de preservar o planeta. Diante de líderes globais como o presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer e o príncipe William, ele destacou a importância de um novo modelo de desenvolvimento justo e de baixo carbono. Investigando os bastidores, vemos que essa narrativa não é só retórica: Lula criticou a disseminação de mentiras sobre as mudanças climáticas por grupos extremistas, mas enfatizou a coragem necessária para transformar a realidade, especialmente após 2024 registrar temperaturas médias acima de 1,5ºC dos níveis pré-industriais. Seu discurso aponta para uma janela de oportunidade, onde ações concretas podem reverter cenários drásticos, como perdas humanas e encolhimento do PIB global, promovendo um futuro resiliente para as gerações mais jovens.
O grande destaque positivo veio com o lançamento oficial do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), durante um almoço com líderes estrangeiros. Essa iniciativa, gerida pelo Banco Mundial, posiciona o Sul Global como protagonista na preservação ambiental, financiando medidas em países subdesenvolvidos que atinjam metas de redução do desmatamento. O Brasil planeja arrecadar US$ 25 bilhões de nações soberanas, com US$ 10 bilhões ainda neste ano, além de US$ 100 bilhões de investidores privados. Já há compromissos iniciais: US$ 1 bilhão do Brasil, US$ 3 bilhões da Noruega e um milhão de euros de Portugal. Ao investigar o impacto, percebe-se que o TFFF representa um resultado concreto da COP30, superando contradições como a exploração de petróleo na Margem Equatorial, ao priorizar mapas do caminho para abandonar combustíveis fósseis de forma planejada. Lula alertou sobre recursos desperdiçados em guerras, mas o foco é na determinação coletiva para combater o aquecimento global, inspirando jovens a enxergarem a conferência como um ponto de virada para um planeta mais justo e sustentável.