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Por que os homens resistem ao autocuidado? Especialistas desvendam barreiras culturais e apontam saídas positivas

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Em um debate revelador sobre a saúde masculina, especialistas como o uro-oncologista Guilherme Coaracy, da Sociedade Brasiliense de Urologia, investigam como estereótipos de “força” e autossuficiência impedem os homens de buscar atendimento médico preventivo. Coaracy destaca que essa mentalidade contribui para uma expectativa de vida média cinco anos menor em comparação às mulheres, com muitos adiando consultas por medo de diagnósticos ou minimizando sintomas. No entanto, há um lado otimista: o papel transformador das mulheres, como esposas e filhas, que incentivam visitas ao médico, especialmente em contextos como o SUS. Ele defende a conscientização desde a infância, sugerindo consultas urológicas em fases chave – aos 3 anos para avaliar questões como fimose, aos 10 anos antes da puberdade e aos 15 anos para esclarecer dúvidas. Campanhas como o Novembro Azul, segundo o médico, geram engajamento e promovem o autocuidado, transformando estigmas em ações positivas para uma vida mais saudável.

O urologista Fernando Diaz, do Hospital Universitário de Brasília, aprofunda a análise ao apontar o preconceito estrutural como o maior obstáculo, contrastando com a rotina de cuidados ensinada às mulheres desde cedo. Em uma abordagem investigativa, Diaz revela que a desinformação leva a diagnósticos tardios, como no câncer de pênis, e enfatiza a necessidade de políticas públicas de educação para criar uma cultura de prevenção. Ele incentiva o treinamento de jovens médicos para superar medos em exames como o toque retal, que salva vidas, e alerta para sinais como dificuldades miccionais na meia-idade. Com um tom empoderador, Diaz afirma que “o homem inteligente é aquele que se cuida”, começando nos primeiros anos de vida, o que pode inspirar gerações mais jovens a priorizarem a saúde de forma proativa.

Paulo de Assis, chefe de urologia no Hospital Regional da Asa Norte, complementa essa visão ao humanizar o impacto das doenças, afirmando que “a doença nunca é do indivíduo, é uma doença familiar”. Investigando o suporte além do tratamento, ele defende hábitos diários como alimentação saudável, descanso e atividade física como “inegociáveis” para a prevenção, e vê campanhas anuais como essenciais para construir uma cultura de cuidado constante. Essa perspectiva positiva reforça que, com educação e apoio familiar, os homens podem superar barreiras e adotar rotinas que beneficiam não só si mesmos, mas toda a sociedade.

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