Em Caldas Novas, Goiás, uma onda de empoderamento coletivo está transformando o Riviera Park Hotel, inaugurado em 2013 como o maior hotel de águas termais do Brasil, em um exemplo de como proprietários podem se unir para defender seus direitos. Proprietários independentes e poolistas, frustrados com a gestão da WAM Riviera Administração Hoteleira, que assumiu em 2023, estão se mobilizando contra mudanças unilaterais que restringem locações livres, contrariando promessas iniciais de venda como “Você pode alugar pelo tempo que quiser” ou optar pelo sistema pool. Essa união, liderada por um Conselho Consultivo e Fiscal eleito, destaca a força da participação comunitária, com ações judiciais resultando em liminares que permitem aluguéis independentes e condenações à WAM somando R$ 577.753,49. Jovens investidores como Israel Delamarca veem nisso uma oportunidade de reverter a falta de transparência, transformando desafios em lições de governança democrática.
Apesar de obstáculos como expulsões de 60 poolistas em outubro, motivadas por votos contra reajustes de condomínio, os condôminos mantêm otimismo com a Assembleia Geral Extraordinária marcada para 17 de novembro, que pode destituir a WAM com base no Código Civil (artigos 1.350 a 1.355). Relatos de membros como Cristiano e Rilda apontam para problemas como dívidas da empresa com a União de R$ 5.231.3447,01 e manutenção deficiente, mas o foco está na construção de um futuro mais justo, onde proprietários independentes gerenciam seus imóveis personalizados e poolistas recebem operações eficientes sem interferências arbitrárias. Essa narrativa investigativa revela não apenas irregularidades, mas o potencial positivo de comunidades unidas em busca de equidade, inspirando jovens a se envolverem em causas locais e transformarem insatisfações em vitórias coletivas.