Imagine viver em um país onde a terra treme mais de mil vezes por ano, mas a vida segue sem grandes interrupções – essa é a realidade do Japão, que enfrentou mais um desafio nesta segunda-feira (10). Um terremoto de magnitude 6,2 atingiu a costa nordeste, especificamente nas águas da província de Iwate, a uma profundidade de 10 quilômetros, por volta das 16h23 no horário local. A Agência Meteorológica do Japão (JMA) emitiu um alerta de tsunami de menor gravidade, prevendo variações na maré de até 20 centímetros ao longo da costa. O abalo alcançou o nível 3 na escala de intensidade de sete níveis, afetando regiões em Iwate e nas províncias vizinhas de Aomori, Akita, Miyagi e Yamagata. O mais animador? Não houve registros de feridos ou danos significativos, destacando a eficácia das medidas de preparação que os japoneses, especialmente os jovens, aprendem desde cedo para lidar com esses eventos.
Esse tremor não veio sozinho: ele ocorreu apenas um dia após outro sismo mais forte, revisado para magnitude 6,9, que também sacudiu a mesma área e gerou um alerta de tsunami sem incidentes graves. Investigando o contexto, o Japão está posicionado na junção de quatro placas tectônicas, parte da famosa “Cintura de Fogo do Pacífico”, o que explica sua alta atividade sísmica – cerca de 1.500 terremotos anuais, a maioria de baixa intensidade. Para um público jovem, isso pode soar como um roteiro de filme de ação, mas na prática, é uma lição de adaptação: os danos variam conforme localização e profundidade, e a nação de 125 milhões de habitantes investe em tecnologias e educação para minimizar riscos, transformando potenciais desastres em rotinas gerenciáveis.
O lado positivo dessa história é a inspiração que ela oferece para o mundo, especialmente para gerações mais novas interessadas em sustentabilidade e resiliência urbana. Em vez de pânico, o foco está na inovação, como sistemas de alerta precoce que salvam vidas e promovem uma cultura de prontidão. Esses eventos reforçam como o Japão, mesmo sob constante ameaça natural, mantém sua estabilidade econômica e social, servindo de exemplo para países em desenvolvimento que buscam estratégias semelhantes contra mudanças climáticas e desastres.