O ex-presidente Jair Bolsonaro chegou ao hospital nesta quinta-feira (25/12) para se submeter a uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral. O comboio deixou a Superintendência da Polícia Federal por volta das 9h30, local onde ele está preso há cerca de um mês. O hospital fica a aproximadamente um quilômetro e meio de distância da superintendência. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na terça-feira (23/12), após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) e confirmação por perícia da Polícia Federal sobre a necessidade do procedimento. Moraes também permitiu a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como acompanhante, conforme as regras hospitalares, mas restringiu visitas, que dependerão de autorização judicial. Além disso, o ingresso de aparelhos eletrônicos no quarto foi proibido, com a Polícia Federal responsável por garantir o cumprimento das medidas de segurança até o retorno de Bolsonaro à custódia.
De acordo com Claudio Birolini, médico que acompanha o ex-presidente, a cirurgia é padronizada e apresenta menor risco de complicações, com duração estimada de três a quatro horas. Ele destacou que o procedimento é muito mais simples em comparação à operação realizada em abril, que durou cerca de 12 horas e ocorreu em uma situação de emergência, em um “abdome hostil”. Birolini ponderou que toda cirurgia envolve complexidades, mas esta, por ser eletiva, deve ser menos arriscada. A previsão é que Bolsonaro permaneça internado por cerca de cinco dias após o procedimento, permitindo uma recuperação monitorada no ambiente hospitalar enquanto cumpre as determinações judiciais relacionadas à sua prisão.