quinta-feira , 15 janeiro 2026
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Regnaldo Neto critica consumismo e redefine luxo como tempo vivido com qualidade

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Pilha de lixo eletrônico em aterro no Brasil, criticando consumismo e redefinindo luxo como tempo de qualidade.

Regnaldo Neto propõe redefinição radical do luxo contemporâneo

Em uma análise publicada em 14 de janeiro de 2026, o especialista Regnaldo Neto desafia as noções tradicionais de luxo, redefinindo-o como o tempo vivido com qualidade, percorrendo o tempo com o corpo, a paisagem e a memória. Essa visão crítica surge em um momento em que o consumismo exacerbado domina o mercado global, questionando se o verdadeiro luxo reside em bens materiais ou em experiências intangíveis. Neto argumenta que o luxo contemporâneo deve priorizar a qualidade de vida, mas essa proposta levanta dúvidas sobre sua viabilidade em uma sociedade obcecada por status e posse.

A essência da proposta de Neto

A redefinição proposta por Regnaldo Neto enfatiza o tempo vivido com qualidade como o cerne do luxo contemporâneo. Ele descreve isso como uma jornada que envolve o corpo, a paisagem e a memória, sugerindo uma conexão mais profunda com o ambiente e o passado pessoal. No entanto, essa ideia parece romantizada, ignorando as barreiras econômicas que impedem muitos de acessarem tal “luxo” em um mundo desigual.

Neto critica implicitamente o luxo baseado em objetos caros, posicionando sua visão como uma alternativa mais autêntica. Percorrer o tempo com o corpo implica movimento e presença física, enquanto a paisagem e a memória adicionam camadas emocionais e culturais.

Críticas à visão idealizada do luxo

Embora inovadora, a redefinição de luxo contemporâneo por Regnaldo Neto pode ser vista como elitista, pois pressupõe acesso a tempo livre e espaços naturais que nem todos possuem. Em 2026, com o ritmo acelerado da vida urbana e as demandas do trabalho remoto, viver o tempo com qualidade soa como um privilégio distante para a maioria. Essa perspectiva crítica revela uma desconexão com realidades socioeconômicas, onde o luxo ainda é sinônimo de sobrevivência para muitos.

Além disso, integrar o corpo, a paisagem e a memória ao conceito de luxo ignora impactos ambientais, como a degradação de paisagens devido ao turismo excessivo. Neto não aborda como essa redefinição se aplica em contextos urbanos poluídos ou em regiões afetadas por mudanças climáticas.

Implicações para o futuro do luxo

A proposta de Regnaldo Neto invita uma reflexão crítica sobre o luxo contemporâneo em 2026, potencialmente influenciando indústrias como turismo e bem-estar. Se adotada, poderia fomentar um mercado focado em experiências sustentáveis, priorizando o tempo vivido com qualidade sobre bens materiais. Contudo, sem ações concretas para democratizar esse acesso, a ideia corre o risco de se tornar mera retórica vazia.

Em última análise, percorrer o tempo com o corpo, a paisagem e a memória representa uma crítica válida ao consumismo, mas exige maior inclusão para se tornar verdadeiramente transformadora. Resta ver se essa visão ganhará tração em um ano marcado por inovações tecnológicas que aceleram ainda mais o ritmo da vida.

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