O presidente Luiz Inácio Lula da Silva revogou na última segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026, um decreto que previa a privatização de hidrovias na região do Tapajós, no Pará. A decisão veio em resposta a intensos protestos realizados por povos indígenas locais, que se mobilizaram por mais de um mês contra a medida. O decreto original havia sido publicado em agosto de 2025, gerando controvérsias sobre os impactos ambientais e sociais na área.
Contexto da privatização
O decreto revogado visava a concessão de hidrovias para operação privada, com o objetivo de melhorar a infraestrutura de transporte na Amazônia. No entanto, comunidades indígenas da região do Tapajós argumentaram que a privatização ameaçava seus territórios e modos de vida tradicionais. A mobilização ganhou força ao longo de janeiro e fevereiro de 2026, destacando preocupações com a soberania sobre recursos hídricos.
Mobilização indígena e protestos
Os povos indígenas do Tapajós organizaram manifestações contínuas por mais de um mês, pressionando o governo federal a reconsiderar a política. Essas ações incluíram bloqueios e assembleias comunitárias, chamando atenção para os riscos de exploração excessiva das hidrovias. A pressão culminou na revogação, anunciada em Brasília, marcando uma vitória para os grupos indígenas envolvidos.
Impactos da revogação
Com a revogação, o governo Lula demonstra sensibilidade às demandas indígenas, potencialmente abrindo caminho para diálogos mais inclusivos sobre desenvolvimento sustentável na região. Especialistas indicam que essa decisão pode influenciar futuras políticas ambientais no Pará, equilibrando crescimento econômico com proteção cultural. No entanto, o debate sobre a gestão de hidrovias continua, com possíveis revisões no horizonte.
Perspectivas futuras
A revogação ocorre em um momento de crescente atenção global às questões indígenas na Amazônia. O presidente Lula, ao atender aos protestos, reforça compromissos com a preservação ambiental, alinhados a agendas internacionais. Observadores aguardam os próximos passos do governo para garantir que as hidrovias do Tapajós sejam geridas de forma equitativa e sustentável.