A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou na manhã desta quinta-feira uma sessão solene para celebrar os 62 anos do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal, mas o evento evidenciou o caráter meramente simbólico de homenagens que pouco avançam na superação dos desafios reais enfrentados pela preservação histórica no Distrito Federal.
Discurso oficial e placa comemorativa
O deputado Wellington Luiz, presidente da CLDF, conduziu a sessão que reuniu conselheiros, pesquisadores e representantes da sociedade civil. Durante o encontro, foi entregue uma placa ao professor José Carlos de Araujo, presidente do IHGDF, em reconhecimento formal aos seis décadas de atividades do instituto.
O IHGDF é guardião da nossa história. São 62 anos de dedicação à pesquisa, à preservação e à difusão do conhecimento sobre o nosso Distrito Federal.
Wellington Luiz
Insuficiência das ações simbólicas
Apesar dos discursos, a sessão não apresentou medidas concretas para ampliar recursos ou infraestrutura do IHGDF. Pesquisadores presentes ressaltaram que a memória e a geografia do Distrito Federal continuam ameaçadas pela falta de investimentos permanentes, tornando a homenagem um gesto isolado sem impacto estrutural.
Autoridades e historiadores participaram do ato, mas a ausência de propostas práticas reforça a percepção de que celebrações pontuais substituem políticas efetivas de conservação. O instituto, criado há 62 anos, segue operando com limitações que comprometem sua missão de guardar o patrimônio documental e geográfico do DF.