sexta-feira , 9 outubro 2026
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Ex-presidente do INSS cai na rede da justiça: propinas de R$ 250 mil expõem esquema bilionário

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Em uma reviravolta que reforça a luta contra a corrupção no Brasil, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União avançaram na Operação Sem Desconto, desmantelando um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que lesou aposentados e pensionistas em R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. O ex-presidente Alessandro Stefanutto, conhecido nas investigações pelo codinome “Italiano”, foi preso preventivamente por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, acusado de receber propinas mensais de até R$ 250 mil via empresas de fachada, como uma pizzaria e uma imobiliária. Antes de assumir a chefia do INSS em julho de 2023, Stefanutto atuou como procurador do órgão e facilitou acordos irregulares com a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), blindando o esquema que envolvia descontos não autorizados em benefícios. Essa ação investigativa, que cumpriu 63 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão preventiva, incluindo contra parlamentares como o deputado federal Euclydes Pettersen e o estadual Edson Araújo, destaca o compromisso das autoridades em expor e punir irregularidades, trazendo esperança para mais de 600 mil vítimas.

O lado positivo dessa operação surge com medidas concretas de reparação: o governo federal anunciou a devolução dos valores descontados indevidamente, prorrogando o prazo para contestação até 14 de fevereiro de 2026, permitindo que os prejudicados recuperem seu dinheiro de forma acessível. Figuras como o ex-ministro José Carlos Oliveira, que agora usa tornozeleira eletrônica, e outros detidos, incluindo Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e Vinícius Ramos da Cruz, enfrentam acusações de crimes como corrupção, estelionato previdenciário e lavagem de dinheiro. Apreensões de dinheiro em espécie, armas e veículos de luxo em estados como Maranhão, Minas Gerais e Goiás reforçam a efetividade da investigação, que abrangeu 15 unidades federativas. Para o público jovem, que valoriza transparência e justiça social, essa fase da operação não só pune os culpados, mas inspira confiança no sistema, mostrando que denúncias e apurações rigorosas podem restaurar direitos e combater fraudes em massa, pavimentando um futuro mais ético na administração pública.

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