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Casos de embriaguez ao volante revelam falhas no sistema de justiça e segurança viária

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Em um ano marcado por tragédias no trânsito, diversos incidentes envolvendo motoristas alcoolizados chocaram o Distrito Federal e arredores. No dia 11 de novembro de 2025, Josivan da Silva Martins, de 44 anos, foi atropelado e morto por Claudiomir Soto Riva, de 51 anos, que dirigia um Corsa branco embriagado. O acidente ocorreu perto do Café sem Troco, quando Riva tentou ultrapassar um caminhão e atingiu Josivan e seu filho de 13 anos, que caminhavam no acostamento. O pai empurrou o adolescente para salvá-lo, mas faleceu no local. Riva fugiu sem prestar socorro, deixando parte do para-choque para trás, o que facilitou sua identificação e prisão. Ele foi indiciado por homicídio culposo. Já em 23 de outubro de 2025, Bruno Correa da Hora Fernandes recebeu condenação a 22 anos e três meses de reclusão, além de oito meses de detenção, por homicídio qualificado de Cledson de Caldas Souza e embriaguez ao volante. O crime aconteceu em Ceilândia, na véspera de Ano-Novo de 2023, quando Fernandes, um policial militar alcoolizado, disparou contra a vítima após um desentendimento, usando uma pistola de uso restrito sem autorização.

Outro caso alarmante ocorreu em 2 de agosto de 2025, na Quadra 2 da Estrutural, onde Walisson Carvalho de Souza, de 32 anos, atropelou 14 fiéis de uma igreja enquanto dirigia embriagado, em alta velocidade e sem habilitação. As vítimas estavam na calçada e na rua, algumas em frente a uma barraca de pastéis. O impacto derrubou uma bacia de óleo quente, causando queimaduras de segundo grau em 40% do corpo de uma criança de 5 anos, que foi levada à Unidade de Queimados do Hospital Regional da Asa Norte. Souza fugiu, mas se apresentou à delegacia e foi preso. Por fim, em 11 de fevereiro de 2025, Jefferson Gonçalves de Santana foi condenado a seis anos de reclusão em regime semiaberto por atropelar e matar o motociclista João Santana Souto Neto na BR-060, em julho de 2022. Testemunhas e laudos confirmaram que Santana estava embriagado. Todas essas sentenças ainda não transitaram em julgado, com recursos em análise, destacando a lentidão do sistema judiciário em casos de violência no trânsito.

Esses episódios ilustram a persistência de condutas irresponsáveis ao volante, com impactos devastadores em famílias e comunidades. Embora as condenações representem um passo para a accountability, a recorrência de acidentes por embriaguez aponta para a necessidade de políticas mais rigorosas de fiscalização e educação viária, especialmente em regiões como Ceilândia e Estrutural, onde o tráfego intenso agrava os riscos.

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