Governo do Distrito Federal integra criatividade em cursos profissionais
O Governo do Distrito Federal (GDF) inicia em janeiro de 2026 a integração de habilidades criativas nos cursos de qualificação profissional, uma medida anunciada para preparar trabalhadores para um mercado cada vez mais inovador. Com inscrições abertas no final de 2025, os cursos gratuitos visam jovens em busca do primeiro emprego e profissionais em reconversão, mas críticos questionam se o investimento inicial de R$ 10 milhões será suficiente para gerar impactos reais no desemprego em Brasília.
Parcerias e estrutura dos cursos
A Secretaria de Trabalho (Setrab), sob liderança do secretário Thales Mendes, firmou parcerias com o Senai e o Sebrae para oferecer módulos de criatividade nas áreas de design, empreendedorismo e tecnologia. Esses cursos serão ministrados no Distrito Federal, com foco em fomentar inovação e adaptabilidade. No entanto, em um cenário onde a OCDE destaca a demanda global por profissionais criativos, resta saber se essa abordagem vai além de ofícios tradicionais ou se repetirá falhas de iniciativas passadas que não acompanharam as mudanças rápidas do mercado.
Investimento e objetivos declarados
O GDF destinou R$ 10 milhões iniciais para equipar laboratórios de criatividade e capacitar instrutores, visando reduzir o desemprego e atrair investimentos para Brasília. A iniciativa busca preparar a mão de obra para um mundo do trabalho dinâmico, atendendo à necessidade de inovação apontada pela OCDE. Ainda assim, o tom otimista do governo pode mascarar desafios, como a efetividade em reconverter profissionais em um Distrito Federal marcado por desigualdades econômicas.
Não basta apenas ensinar ofícios tradicionais. Precisamos estimular o pensamento criativo para que os profissionais possam se adaptar às mudanças rápidas do mundo do trabalho. — Thales Mendes
Estamos investindo R$ 10 milhões iniciais para equipar laboratórios de criatividade e capacitar instrutores. — Thales Mendes
Desafios e perspectivas para 2026
Embora o plano prometa impulsionar o empreendedorismo e a inovação, especialistas criticam a ausência de métricas claras para medir o sucesso, especialmente com aulas iniciando agora em janeiro de 2026. O foco em jovens e reconversão profissional é louvável, mas sem um acompanhamento rigoroso, corre o risco de se tornar mais uma promessa vazia em um ano já desafiador para a economia brasileira. O GDF afirma que isso ajudará a atrair investimentos, mas o verdadeiro teste virá com a implementação prática no Distrito Federal.
Isso vai ajudar a reduzir o desemprego e atrair investimentos para Brasília. — Thales Mendes