sexta-feira , 21 agosto 2026
Início Distrito Federal Escolas públicas do DF cobram R$ 25 de famílias para brinquedo inflável em horário de aula
Distrito FederalEconomiaSamambaia

Escolas públicas do DF cobram R$ 25 de famílias para brinquedo inflável em horário de aula

6
Foto: Thamires Pinheiro/Agência Brasília
Foto: Thamires Pinheiro/Agência Brasília

Escolas públicas do Distrito Federal cobram contribuições financeiras de famílias para atividades recreativas realizadas no horário escolar, como o Dia do Brinquedo Inflável no valor de R$ 25 por aluno. A prática, registrada em unidades de Ceilândia e Samambaia, levanta questionamentos sobre a exclusão de estudantes cujos responsáveis não conseguem arcar com os valores.

Relatos de dificuldades financeiras

Famílias relatam que os comunicados enviados pelas escolas condicionam a participação dos alunos ao pagamento, sem oferecer alternativas claras para quem não contribui. Um avô de 56 anos, responsável por um estudante em Ceilândia, destaca a pressão vivida no dia a dia.

Eu consigo pagar os R$ 25 quando sobra dinheiro em casa depois de pagar as contas, mas fico pensando em quem não consegue. Até mesmo em casa passo por dificuldades e não vai ser todas as vezes que vou conseguir ter o valor. O que a família faz com a criança em um dia que deveria ser de aula? Acho importante ter momentos de recreação e passeios, mas a escola também precisa pensar em quem não pode contribuir. A integração tem que ser para todos.

Avô de estudante de Ceilândia

Em Samambaia, uma mãe de duas filhas enfrenta situação semelhante e teme deixar as crianças sem supervisão caso elas sejam impedidas de frequentar a escola.

Princípios legais em debate

A advogada Fernanda Sousa Pinto ressalta que a legislação brasileira assegura a gratuidade do ensino público e proíbe qualquer tipo de condicionamento à participação do aluno.

A legislação protege a gratuidade do ensino público. Contribuições podem existir quando forem verdadeiramente voluntárias, sem qualquer tipo de pressão, condicionamento ou prejuízo ao estudante que não contribuir.

Fernanda Sousa Pinto

Segundo a especialista, quando a atividade integra o projeto pedagógico, a escola deve buscar recursos públicos ou parcerias para garantir o acesso igualitário, evitando que a condição econômica determine quem participa. A Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal ainda não se manifestou sobre os casos relatados.

Veja também

Condomínio em Samambaia após invasão e furto de bicicletas
Distrito FederalSamambaiaSegurança

Criminosos invadem condomínio em Samambaia e furtam bicicletas e objetos pessoais

Criminosos encapuzados invadiram um condomínio em Samambaia, no Distrito Federal, na noite...

Bairro no Distrito Federal com casas e terrenos em insegurança jurídica por demora do GDF
Distrito FederalPolítica

Demora do GDF deixa 1.200 famílias em insegurança jurídica há 20 anos

A audiência pública realizada na quarta-feira, 19 de agosto de 2026, na...

Campanha de rua em Brasília com bandeiras e cartazes para o GDF
Distrito FederalPolítica

Candidatos ao GDF intensificam campanha de rua em Brasília no terceiro dia de mobilização

Os candidatos ao Governo do Distrito Federal realizaram atividades de campanha oficial...

Rodovia perigosa e malconservada no Distrito Federal
Distrito FederalPolíticaSegurança

Deputados denunciam inércia do GDF em rodovias perigosas e agressões a profissionais de saúde

Durante a sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal realizada na...