A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) decidiu abrir investigação interna após a denúncia de que deputados distritais teriam sido alvo de grampos telefônicos sofisticados, o que expõe falhas graves na proteção da privacidade dos parlamentares e compromete a integridade do processo legislativo local.
Reunião da mesa diretora aciona apuração
A Mesa Diretora da CLDF vai instaurar uma comissão interna para apurar os fatos, podendo acionar a Polícia Civil e o Ministério Público. A decisão foi tomada após reunião realizada nesta semana e surge em meio a alertas de que o equipamento encontrado poderia ter monitorado não apenas um, mas vários parlamentares. A medida busca esclarecer a origem e o alcance da suposta espionagem, mas já gera desconfiança entre os deputados sobre quem estaria por trás da ação.
Deputados reagem com preocupação
O deputado Max Maciel (PSOL) relatou que um perito federal o alertou sobre o grampo detectado em seu celular. A descoberta gerou imediata mobilização de outros parlamentares, como Wellington Luiz (MDB), Chico Vigilante (PT) e Gabriel Magno (PT), que cobram transparência e rigor na apuração.
O perito me ligou e disse que encontrou um grampo no meu celular. Ele disse que o equipamento era sofisticado e que poderia ter sido usado para espionar outros deputados
Max Maciel
Gravidade do caso exige punições
O episódio é visto como um ataque direto à atividade parlamentar e reforça a necessidade de medidas urgentes para proteger dados e comunicações dos eleitos. A investigação deve ser definida nos próximos dias, mas a expectativa é de que o caso não fique apenas na esfera interna.
Nós vamos investigar. A Mesa Diretora vai se reunir para definir os próximos passos. A Polícia Civil e o Ministério Público também poderão ser acionados
Wellington Luiz
Isso é muito grave. Se houver espionagem contra parlamentares, precisamos apurar com rigor para que os responsáveis sejam punidos
Chico Vigilante
A ausência de respostas rápidas pode ampliar o clima de insegurança dentro da Casa e prejudicar o trabalho dos deputados distritais, que agora se veem expostos a riscos que vão além do debate político.