A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou na terça-feira o projeto de lei que institui o Parque Distrital Lobo-Guará, uma unidade de conservação de cerca de 1.200 hectares na região do Riacho Fundo II. Apesar do avanço, a proposta ainda depende da sanção do governador Ibaneis Rocha para entrar em vigor, enquanto o bioma Cerrado continua sob forte pressão de ocupação irregular e perda de habitat.
Tramitação e próximos passos
O texto recebeu parecer favorável nas comissões de Meio Ambiente, Economia e Constituição e Justiça antes de ser votado em plenário. Agora segue para análise do Palácio do Buriti, onde o governador decidirá se transforma a iniciativa em lei. Organizações ambientalistas acompanham o processo com atenção, temendo que eventuais vetos possam enfraquecer as proteções previstas.
Objetivos da unidade de conservação
O parque foi concebido para preservar ecossistemas naturais do Cerrado, estimular educação ambiental, pesquisa científica, lazer e turismo sustentável. Entre as espécies beneficiadas está o lobo-guará, símbolo da fauna local que enfrenta risco crescente de extinção devido à fragmentação de seu território. A medida também busca conter o avanço de atividades que degradam a vegetação nativa na área.
Essa é uma vitória para a conservação ambiental do DF. O parque vai proteger não só o lobo-guará, mas toda a biodiversidade da região.
Hermeto