A Avenida Comercial Norte, em Taguatinga, no Distrito Federal, registra fechamento em massa de lojas e aumento de placas de “aluga-se”, com queda nos preços de imóveis e esvaziamento progressivo da região. O processo se intensificou após a pandemia e reflete mudanças no comportamento dos consumidores, alta carga tributária e falta de segurança.
Carga tributária e migração para shoppings
Comerciantes e corretores apontam o IPTU elevado como principal fator de desequilíbrio entre custos e faturamento. A migração de clientes para shoppings e o comércio eletrônico agravou a situação, reduzindo o movimento na avenida.
Há muitos imóveis desocupados, especialmente em função dos frequentes aumentos de impostos e da mudança de mentalidade das pessoas, que hoje preferem consumir e buscar serviços em locais com maior concentração de lojas, como os shopping centers
Hélio Eustáquio da Silva
Insegurança e abandono afastam clientes
A presença de pessoas em situação de rua nas calçadas e a ausência de policiamento contribuem para afastar frequentadores. Trabalhadores relatam medo de abordagens e assaltos próximos, enquanto a Administração Regional de Taguatinga confirma a saída de empresários para Águas Claras, Vicente Pires e Samambaia.
José Pereira, que atua na região há décadas, destaca a necessidade de intervenção do GDF para revitalizar o comércio de rua tradicional. O tempo médio para locação de imóveis chega a oito meses, dando maior poder de barganha aos interessados diante da grande oferta disponível.