quarta-feira , 15 julho 2026
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Polícia Civil prende ex-funcionários da Urbi por ataques coordenados a ônibus no DF

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Carliane Gomes, Jornal de Brasília
Carliane Gomes, Jornal de Brasília

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou na manhã de 28 de maio de 2026 a Operação Búrica, com o objetivo de cumprir três mandados de prisão e oito de busca e apreensão contra investigados por ataques coordenados a ônibus do transporte coletivo ocorridos em 15 de janeiro. As ações atingiram linhas em Ceilândia, Taguatinga, Samambaia, Recanto das Emas, Riacho Fundo, Núcleo Bandeirante, Candangolândia e Plano Piloto, além de envolverem deslocamentos até Águas Lindas de Goiás. As investigações conduzidas pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Roubo e Furto de Veículos II apontam para ex-funcionários da Urbi Mobilidade ligados a um grupo de oposição sindical.

Como ocorreram os ataques

Os ataques foram executados entre 18h e 23h do dia 15 de janeiro com pedras, bolas de gude e estilingues lançados de um veículo VW/Gol vermelho, que foi apreendido durante a operação. A polícia identificou atuação coordenada de múltiplos ocupantes no interior do automóvel e deslocamento territorial organizado para atingir diferentes regiões do Distrito Federal. Um dos mandados de busca resultou na recuperação do carro utilizado nas agressões.

Houve deslocamento territorial organizado e utilização de veículo automotor para execução dos ataques

PCDF

Motivação e desdobramentos

As demissões dos investigados ocorreram em 9 de janeiro de 2026, nove dias antes dos ataques, e as apurações indicam que a ação foi uma retaliação contra a Urbi Mobilidade. As investigações também revelaram que os envolvidos mantinham comunicação por meio de espaço virtual, o que ajudou a demonstrar vínculo e articulação entre os participantes. O presidente do Sindicato dos Rodoviários do DF, João Jesus, acompanhou os desdobramentos e destacou os prejuízos causados.

Os ataques poderiam ter se estendido por outros dias e feito vítimas graves, inclusive fatais

João Jesus

Os impactos psicológicos na rotina dos rodoviários persistiram nos dias seguintes, gerando medo de novos incidentes. A operação reforça o trabalho da PCDF no combate a crimes contra o transporte coletivo e na identificação de grupos que buscam desestabilizar o setor.

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