A aprovação do projeto de lei nº 1.024/2024 pela Comissão de Economia, Orçamento e Finanças da Câmara Legislativa do Distrito Federal, ocorrida na terça-feira, 23 de junho de 2026, expõe mais uma iniciativa que promete muito e entrega pouco para o campo brasiliense. Embora a medida institua a Campanha de Incentivo ao Empreendedor Rural, especialistas e produtores já questionam sua real capacidade de gerar emprego e renda em meio a burocracias e falta de recursos concretos.
Avanços limitados e desconfiança no campo
O texto, relatado pelo deputado Iolando (MDB) e de autoria da deputada Paula Belmonte (Cidadania), prevê feiras, workshops, cursos e parcerias com instituições de ensino. No entanto, a campanha ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça, o que pode arrastar o processo por meses ou anos. Muitos veem a proposta como repetição de promessas antigas que raramente saem do papel, deixando o produtor rural à mercê de políticas fragmentadas e sem impacto imediato.
Desafios à frente e críticas crescentes
A CEOF deu sinal verde, mas o projeto enfrenta resistência por não detalhar fontes de financiamento nem metas mensuráveis. No Distrito Federal, onde a produção agrícola sofre com secas, falta de crédito e escoamento precário, ações como cooperativismo e inovação soam distantes da realidade cotidiana dos agricultores. A medida segue agora para análise mais rigorosa, mas o ceticismo domina entre quem trabalha no campo.
O empreendedor rural é o motor do desenvolvimento do nosso campo. Com capacitação, acesso a tecnologia e políticas integradas, podemos transformar a realidade do produtor e impulsionar a economia do DF.
Paula Belmonte
Enquanto isso, o texto aprovado reforça a necessidade de integração de políticas públicas, mas sem garantias de execução efetiva. O debate na CCJ será decisivo para definir se a campanha vira realidade ou apenas mais uma peça de marketing político sem resultados palpáveis para quem vive do campo.