quinta-feira , 15 janeiro 2026
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Belém assume o palco global: a COP30 e a esperança de uma virada climática

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A partir desta segunda-feira, Belém transforma-se no epicentro das negociações climáticas mundiais com a abertura da COP30, a 30ª Conferência das Partes da UNFCCC. Realizada pela primeira vez na Amazônia, o bioma mais biodiverso do planeta, o evento reúne delegações de 194 países e a União Europeia, com mais de 50 mil visitantes esperados, incluindo cientistas, ativistas e líderes. Investigando os bastidores, vemos o presidente Lula impulsionando consensos na Cúpula do Clima, onde chefes de Estado de cerca de 70 nações discutiram ações práticas para limitar o aquecimento global a 1,5°C. Com um tom otimista, Lula destacou a COP30 como “a COP da verdade”, enfatizando a transição acelerada dos combustíveis fósseis – responsáveis por 75% das emissões de gases de efeito estufa – e a urgência de financiamento para adaptação e energia limpa. Para jovens como vocês, isso significa um futuro com empregos em setores verdes e comunidades mais resilientes, como revela Márcio Astrini, do Observatório do Clima, ao celebrar o roteiro de transição que pode guiar nações para uma economia sustentável.

Explorando os desafios e oportunidades, a COP30 enfrenta obstáculos como o atraso na atualização das NDCs por países que representam mais de um terço das emissões globais, incluindo a Índia. No entanto, o foco positivo está na implementação do Balanço Global do Acordo de Paris, na adaptação a eventos extremos e na transição justa, que promete apoiar trabalhadores afetados pela mudança para economias de baixo carbono. Um destaque investigativo é o financiamento: o “Mapa do Caminho de Baku a Belém” visa US$ 1,3 trilhão anuais, enquanto o Fundo Florestas Tropicais para Sempre já atraiu promessas de US$ 5,5 bilhões para proteger florestas em 70 países, com 20% destinados a indígenas e comunidades tradicionais. Isso constrói confiança e ação, superando crises passadas, como aponta Astrini.

A verdadeira força da COP30 brilha na participação da sociedade civil, com a maior mobilização indígena da história – mais de 3 mil pessoas – e eventos na Zona Verde e na Cúpula dos Povos, incluindo marchas e debates na UFPA. Investigando essa efervescência, vemos como o clima afeta o dia a dia, do preço do café à conta de luz, unindo setores como saúde, educação e movimentos sociais. Para o público jovem, isso representa uma vitória: a COP30 já mobiliza diálogos inéditos, fomentando soluções inovadoras e uma agenda climática inclusiva, como defende Dinamam Tuxá, da Apib, ao clamar por acordos efetivos e participação igualitária. Belém não é só um evento; é o começo de uma era de cooperação global que pode inspirar ações reais no seu cotidiano.

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